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Prefeito Roberto Cláudio participa de debate promovido pela DeVry | Fanor (Foto: Dyhonstas Maciel)
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Na última quinta-feira (22), o atual prefeito de Fortaleza e
candidato a reeleição, Roberto Claudio (PDT), participou de um debate promovido
pela faculdade DeVry, no campus Dunas. O candidato teve a oportunidade de
apresentar seu plano de governopara seusegundo mandado, caso seja reeleito, e
responder as perguntas enviadas por alunos, professores e participantes.
Roberto Claudio iniciou sua fala destacando as contradições
que Fortaleza possui, relatando a importância da escolha para quem vai governar
por mais quatro anos a cidade.
Após três anos e meio de gestão, Roberto Claudio acredita
poder celebrar algumas conquistas, muitas delas ainda em andamento, mas que
caminham para transformações em regiões da cidade.
O prefeito destacou a distinção de sua presença em relação
aos demais candidatos que participaram do evento em dias anteriores. “Quem vai
candidato a uma reeleição como eu, não pode deixar de fazer um resgate de ações
e omissões. De erros e acertos que foram feitos ao longo desses quatro anos”,
disse.
Sua fala foi organizada a partir de três temas: mobilidade
urbana, educação, saúde:
Mobilidade Urbana:
O grande marco de seu primeiro mandato, a mobilidade urbana
da cidade ganhou um extenso tempo de explanação das
realizações. Roberto Claudio disse nunca imaginar que ele, por possuir uma
formação em medicina, fosse ficar com a marca da mobilidade.
“A mobilidade se
tornou uma marca mais pela inovação e pela singularidade das ações realizadas.
Uma cidade que não prioriza o transporte público, a mobilidade sustentável, não
reduz a dependência de veículos, é uma cidade que não respeita o meio ambiente,
nem a qualidade de vida. A mobilidade é um meio de melhor se organizar o espaço
urbano com a ocupação do solo de uma cidade”, afirmou Roberto.
Visita à Medellín:
Em visita a cidade Medellín, na Colômbia, o prefeito Roberto
Claudio, disse conversar e compreender quais medidas tinham sido tomadas para,
26 anos depois, se transformar na cidade mais inovadora do mundo e reduzir
diversos problemas sociais. As ações serviram de modelo para a capital
cearense.
“Fortaleza, há 60 anos ou pouco mais do que isso, não tinha
um esforço abrangente de planejamento urbano e no segundo ano da gestão, em
2014, nos entendemos que essa não era uma tarefa que não aparece, que não dá
voto, que é subjetiva, árida, mas é fundamental para organizar, estruturar de
forma estratégica o futuro de Fortaleza. E foi isso que nos fizemos, juntamos
urbanistas, planejadores urbanos, economistas, geógrafos, geólogos,
engenheiros, e uma classe importante de outras categorias educacionais para
planejarmos Fortaleza”
O plano mestre de desenvolvimento urbano aplicado em
Fortaleza, segundo o prefeito, tem três grandes vetores. O primeiro, a
mobilidade urbana, segundo, o plano econômico e social, e terceiro, o plano
urbanístico que se integram nos territórios.
“É como se a gente pensasse um pedaço de chão ali como o
Siqueira, Bom jardim, Conjunto ceara e Granja Portugal, em três perspectivas.
Como ofertar serviços públicos e empregos, na condição de reduzir a dependência
de quem mora ali de buscar emprego e serviços fora dessa área, como melhor se
estrutura o uso do solo, entre imobiliário, residencial, comercial e como se
melhor estrutura os corredores de transporte público, nesse mesmo território. É
integrar essas três dimensões, nos territórios da cidade”, afirmou.
Crescimento
populacional:
O candidato alegou que,o crescimento desordenado da população,
principalmente nas áreas mais precárias, são territórios onde possuem menos
saneamento básico, sistema elétrico(luz), baixa oferta de emprego e crescimento
da violência, principalmente juvenil.
Ele disse ainda possuir humildade suficiente para entender
que nenhum prefeito, “nem aqui e em qualquer cidade do planeta vai resolver as
contradições e problemas da cidade em um ou dois mandatos”. E acrescentou ser
um “erro presunçoso, típico do personalismo que marca em muitas circunstâncias a
política do Brasil, em acreditar que um só homem ou uma só mulher, em quatro ou
oito anos, vão transformar uma cidade”.
Educação:
O prefeito também destacou a educação como uma área de
atuação significativa em que seu primeiro governo atuou. Construção de novas
unidades educacionais, o ensino em tempo integral, meritocracia na escolha dos
diretores escolares, pagamentos, carga horária destinadas ao planejamento das aulas
e a evolução de 700% nos índicies de avaliação.
“Ensinar a ler e escrever é a mais revolucionaria política
social, de inclusão e de paz que uma cidade pode fazer”, relatou Roberto
Claudio. “Ao mesmo tempo em que se forma o cidadão, você garante ao jovem, que
não ta mais na rua, o direito de sonhar, de ter a expectativa de um dia ser
doutor, engenheiro, arquiteto, professor”, acrescentou
Saúde:
Embora seja a área mais criticada de sua gestão, o atual
prefeito alega ter sido o setor que mais recebeu investimentos. Ele relata não ter
acontecido nada de inédito, somente um “feijão com arroz”, que segundo se
resume, somente, na contratação de mais médicos, aumentar leitos, assistências.
“Duplicamos a cobertura do programa de saúde da família, em doze anos abrimos
dois postos de saúde, abrimos cinco UPA’s, abrimos a primeira policlínica de
exames e consultas, abrimos 260 leitos”, relatou. Mas isso não foi o suficiente
O prefeito acredita ainda que isso não foi o suficiente.
Quando indagado pelo estudante de Jornalismo José Vasconcelos (30), sobre o seu
posicionamento a respeito de Fortaleza possuir o quinto pior atendimento no Sistema
Único de Saúde (SUS), Roberto Claudio disse que Fortaleza acaba pagando o preço
não na gestão municipal, mas sim da gestão metropolitana, pela demanda de
pacientes que acaba tendo que atender.
A expectativa para um
segundo mandato é preparar a rede hospitalar e dar fluxo as filas de exames,
consultas e cirurgias, além do destaque para a inauguração da unidade do IJF 2.
Espaços públicos:
Neste mandato, o prefeito aponta a reforma de 250 praças, 20
areninhas. Tudo isso consiste, segundo ele, “para que os espaços públicos
iluminados, revitalizados, e equipados possam ser ocupados na nossa cidade,
pela criança pelo jovem, e pela cidadania”.
“O que me dá uma felicidade é quando eu vejo que a cidade,
voltou a ocupar a cidade”, relatou.
Nos seus minutos finais, Roberto Claudiodisse estar com a
mesmo energia e paixão em que se candidatou há quatro anos atrás. Destaque para
algumas diferenças, entre elasamaturidade, experiência, conhecimento da geografia,
da alma da cidade e administração pública.
“O que me move é a convicção real, honesta, de coração, que
um segundo mandatonos dará a possibilidade de fazer maise de fazer melhordo que
a gente fez no primeiro mandato. Tenho certeza, que se eu tiver mais quatro
anos, as mudanças e transformações, vão continuar”, finalizou.
O Evento
Promovido pela DeVry | Fanor Brasil, o debate com os
candidatos à prefeitura de Fortaleza, ao longo da semana, contou ainda com a
participação do Cap. Wagner (PR), José Alfredo (PSOL), Heitor Ferrer (PSB). Os
candidatos Ronaldo Martins (PRB) e Tim Gomes (PHS) não compareceram nas datas
marcadas pela própria assessoria. A candidata Luiziane Lins (PT), não confirmou
presença até o momento.
Com um tempo estimado de 40 minutos, os
participantes tiveram a oportunidade de expor seu plano de governo. Depois
disso, eram escolhidas perguntas enviadas pelo público através das redes
sociais, com a hashtag #dbtDeVry, e presencialmente, entregando a equipe organizadora.