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| Foto: José Vasconcelos / Mãe realizando atividade com o filho. |
Um ato caridoso pode mudar o futuro de crianças e adolescentes
Ninguém sabe ao certo quantas pessoas vivem em situação de vulnerabilidade social, especialmente em razão de problemas na saúde ou por dificuldade de realização de tratamento especializado. Como abrigos e orfanatos, o lar amigos de Jesus também tem por finalidade vivenciar a força do bem na solidariedade para com o próximo.
Desde 1987, as religiosas Ir. Maria da Conceição Dias de Albuquerque e Ir. Maria de Lourdes Rabelo, no renovado ardor missionário e unificadas aos voluntários desenvolvem no âmbito de suas ações sem fins lucrativos, um trabalho humano e solidário, dentro dos princípios da ética, da transparência, da solidariedade e do compromisso no atendimento a Crianças e Adolescentes com Câncer.
O lar acolhe pacientes com idade entre zero a 18 anos incompletos, de ambos sexos, garantindo hospedagem com espaço físico diferenciado e humanizado, relações de atividades, integração social, oficinas de cursos práticos/terapias, saúde, serviço social, lazer e religião.
Histórias curam. Não importa se é feriado, se está chovendo, fazendo sol, ou se é um dia nublado. Há 5 anos atrás, a aposentada Cleide Martins, 68 anos, se tornou voluntaria do lar amigos de Jesus, onde ajuda na recuperação de crianças e adolescentes com câncer, em Fortaleza. “No dia 11 de setembro, marcado pelo ataque das torres gêmeas, dia do meu aniversario, decide que um acontecimento tão trágico, deveria ser recompensado com algo bom, foi neste dia que me tornei voluntaria do lar amigos de Jesus”. Declara a aposentada, que há 18 anos atrás teve câncer de mama. Depois do seu tratamento ela passou a prestar esses serviços voluntários, chegando a acolher e cuidar de pessoas em sua própria residencia. Dona Cleide ajuda como vendedora na loja de usados, fabrica objetos manuais, ou seja, faz de tudo um pouco.
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| Foto: José Vasconcelos / Cleide Martins Voluntária do Lar Amigos de Jesus. |
A aposentada conta que uma das histórias que mais lhe emocionou foi acompanhar duas meninas desde crianças, até os seus 15 anos, onde ganharam uma linda festa de aniversário. “Elas estavam sorrindo, quase curadas, e aquilo foi uma das maiores emoções que já senti”, afirma Cleide. Ela conta que adora ajudar, e tudo que faz é com muito amor!
Quando se fala em trabalho voluntário, as pessoas acham isso bonito. Afinal, é bacana dizer que ajuda uma instituição. O que muita gente esquece é que não se trata de favor, algo que se faz quando está disponível ou quando não tem nada melhor para fazer. Voluntariado é um compromisso tão sério quanto o trabalho que remunera. Não se trata de migalha, mas de um comprometimento valioso.
Reportagem de Ederlânia Morais e José Vasconcelos.
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