sexta-feira, 27 de janeiro de 2017

Consumidores Menos Endividados em janeiro

O estudo revela ainda, melhoria nas contas em atraso
Neste mês de janeiro, a Pesquisa sobre Endividamento do Consumidor de Fortaleza, realizada pela Federação do Comércio do Estado do Ceará (Fecomércio-CE), revela que 64,7% dos consumidores da capital cearense possuem algum tipo de dívida. O índice veio 5,4 pontos percentuais abaixo do indicador do último mês de dezembro (70,1%) e acompanhado de significativa melhoria nas contas em atraso, que tiveram o melhor resultado desde junho de 2015, e iniciam o ano com 19,9%.

A proporção dos consumidores com contas ou dívidas em atraso teve redução de -2,8 pontos percentuais, passando de 22,7%, em dezembro, para 19,9% neste mês – o melhor resultado desde junho de 2015 (19,0%).  Os problemas financeiros afetam mais as mulheres (21,8% dos entrevistados desse grupo afirmaram possuir contas em atraso), os consumidores do grupo com idade superior a 35 anos (20,6%) e do estrato com renda familiar abaixo de cinco salários mínimos (20,3%).

O tempo médio de atraso é de 72 dias e a principal justificativa para o não pagamento das dívidas é o desequilíbrio financeiro - a diferença entre a renda e os gastos correntes – citado por 74,7% dos consumidores. O segundo motivo mais citado é o adiamento por conta do uso dos recursos em outras finalidades, com 24,7%, seguido da contestação da dívida (6,8%).

Comprometimento de Renda

Em Fortaleza 64,7% dos consumidores possuem algum tipo de dívida. Os instrumentos de crédito mais utilizados pelos consumidores são: (a) cartões de crédito, citados por 80,04% dos entrevistados; (b) financiamento bancário (veículos, imóveis etc.), com 13,9%; (c) empréstimos pessoais, com 8,0%; e (d)     carnês e crediário, com 5,9%.

O consumidor utilizou o crédito para a compra de:
•Itens de alimentação (54,4% das respostas);
•Artigos de vestuário (40,5%);
•Eletroeletrônicos (32,6%); e
•Realização de despesas de educação e saúde (29,3%).

O valor médio das dívidas é estimado em R$ 1.312, com prazo médio de sete meses, comprometendo 32,8% da renda familiar dos consumidores com o seu pagamento.

Inadimplência potencial

A taxa de inadimplência potencial, ou seja, a proporção de consumidores que não terão condições financeiras para honrar seus compromissos, teve aumento de 2,1 pontos percentuais, passando de 7,2%, em dezembro, para 9,3%, neste mês. Apesar do crescimento, a taxa está abaixo da média dos últimos doze meses (9,4%).

A taxa está se ajustando após atingir, em agosto de 2015, o patamar mais elevado da série histórica iniciada em 2010, quando a atual metodologia passou a ser adotada pelo IPDC. O perfil do consumidor inadimplente mostra preponderância do grupo de consumidores do sexo feminino (inadimplência potencial de 9,8%), com idade acima de 35 anos (10,2%) e renda familiar inferior a cinco salários mínimos (9,9%).

Orçamento familiar

A Pesquisa de Endividamento também revela que 79,2% dos consumidores de Fortaleza afirmam fazer orçamento mensal e acompanhamento eficaz dos seus gastos e rendimentos, o que contribui para um melhor controle dos níveis de endividamento. Dos entrevistados, 9,3% relataram que fazem orçamento dos rendimentos, mas sem controle eficaz dos gastos e 11,5% informaram não possuir orçamento e tampouco controle dos gastos.

A falta de planejamento orçamentário é um problema crítico para o controle do endividamento, estando sempre entre um dos principais motivos para o atraso ou inadimplência. Dos fatores que os consumidores consideram que mais contribuem para esse problema, listam-se:
             A falta de orçamento e controle dos gastos, com 42,8%;
             O aumento dos gastos considerados essenciais, com 27,7%;
             Compras antecipadas, com 21,9%;
             As compras por impulso, sem necessidade ou além do necessário, com 19,8%;
             Facilidade e oferta de crédito, com 13,9%;
             Redução dos rendimentos, com 12,8%
             Gastos imprevistos, com 11,0%; e
             Desemprego, com 11,0%.



Saiba mais

O Instituto de Pesquisa e Desenvolvimento do Comércio (IPDC) da Fecomércio/CE foi criado para suprir a ausência de informações práticas e de dados estatísticos confiáveis que auxiliassem as ações de planejamento e de desenvolvimento das empresas do segmento de comércio de bens, serviços e turismo. O Instituto realiza e desenvolve pesquisas, sobretudo, de viés econômico, fornecendo dados referentes ao comportamento do consumidor, a situação econômica do comércio local e as tendências de mercado e de consumo dos fortalezenses.


A pesquisa de Endividamento é realizada mensalmente e tem como objetivo indicar a capacidade de endividamento do consumidor de Fortaleza, visando conhecer o comprometimento financeiro desse, em relação ao comércio local. Quatro indicadores distintos são verificados nessa pesquisa: Taxa de Consumidores com Contas ou Dívidas em Atrasos; Taxa de Comprometimento da Renda do Consumidor; Taxa de Inadimplência em Potencial e Planejamento Financeiro e Orçamento Familiar. Mensalmente, cerca de mil consumidores da região metropolitana de Fortaleza são entrevistados pelo IPDC para a realização desta pesquisa. FECOMÉRCIO/CE



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