Hoje um pequeno
comércio onde Jocélia recebe pedidos de alguns mariscos e também prepara pratos
saborosíssimos é o complemento principal da renda familiar dos pesqueiros. O
cardápio do restaurante é bastante variado vão desde os mariscos como camarão,
ostras, caranguejo ate aos pescados como tilapiá, sardinhas etc. Ela fala que
atividade tem tomado novos rumos por aqui à escassez e desaparecimento de
algumas espécies dificultam a sobrevivência desde que a maioria dos produtos
necessários à sustentação familiar antes extraído daqui vem de fora, ou seja,
comprado de outra região.
Jocélia como gosta de ser chamada é descendente da tribo indígena (Nabuco), nativa da Sabiaguaba, desde criança pescava de rede para ajudar seus pais a criar os outros irmãos. Quando se casou continuou na atividade junto com seu esposo para criar seus filhos e atualmente os seus netos e bisnetos, a pesca sempre foi a principal atividade e fonte de renda dessas famílias, “antes tudo aqui era mais fácil tínhamos fartura de tudo, pescávamos camarão, ostras, caranguejo, etc. Hoje é diferente!”. Ressaltou a marisqueira.
| Dona Jocélia, 58 anos, Pescadora, Marisqueira e comerciante. [Foto: Dyhonstas Fernandes] |
Jocélia como gosta de ser chamada é descendente da tribo indígena (Nabuco), nativa da Sabiaguaba, desde criança pescava de rede para ajudar seus pais a criar os outros irmãos. Quando se casou continuou na atividade junto com seu esposo para criar seus filhos e atualmente os seus netos e bisnetos, a pesca sempre foi a principal atividade e fonte de renda dessas famílias, “antes tudo aqui era mais fácil tínhamos fartura de tudo, pescávamos camarão, ostras, caranguejo, etc. Hoje é diferente!”. Ressaltou a marisqueira.
Atualmente os nativos
enfrentam outro grande desafio, a possibilidade de desapropriação do local onde
sempre viveram e construíram suas respectivas suas famílias. Os fatos apontados
para tal situação são os mais diversos, representantes municipais afirmam que a
população esta avançando muito o rio causando assoreamento da área que faz
parte do parque do cocó, que representa hoje os últimos 3% de floresta que
fortaleza tem.
Com toda sua
simplicidade e sabedoria dona Jocélia explica que as graves alterações sofridas
no parque como poluição dos rios, mortes de peixes e desaparecimento de
espécies, são de grande parte fruto dos empreendimentos construídos dentro da
aera e não somente dos nativos.
A moradora faz um apelo
os governantes para que cumpram com suas promessas feitas perante a população,
cobrando também melhorias tanto na saúde, educação e segurança e reforça, “Não
somos contra a construção do parque queremos apenas a garantia dos nossos
direitos e um deles é fazer parte do parque como sempre fizemos”.
Como vai ser a minha
vida se isso acontecer? Para onde
iremos? Iremos viver de quê?
Esses são os
questionamentos feitos não apenas por dona Jocélia, mas por todos os moradores
e nativos que tem a Sabiaguaba como única fonte de sobrevivência.
Nenhum comentário:
Postar um comentário